Ataque de pânico é o surgimento abrupto de medo ou desconforto intenso que atinge um pico dentro de poucos minutos.
Quanto tempo dura um ataque de pânico?
A maioria dos ataques de pânico dura entre 5-20 minutos. Depois da crise, a pessoa pode se sentir exausta por horas.
O que a pessoa pode sentir durante o ataque de pânico?

- Palpitações, sensação de coração acelerado
- Sudorese
- Tremores ou abalos
- Sensação de falta de ar
- Dor ou desconforto no peito
- Enjoo
- Desconforto na barriga
- Tontura, sensação de desmaio ou “cabeça leve”
- Calafrios ou ondas de calor
- Dormência ou formigamento
- Medo de perder o controle ou “enlouquecer”
- Experiências de irrealidade ou de estar distanciado do próprio corpo.
- Medo de morrer
ATENÇÃO: os sintomas do ataque de pânico podem parecer com um ataque cardíaco e outras condições médicas. Se você achar que não é um ataque de pânico, acione o SAMU pelo telefone 192.
Como ajudar alguém que está tendo um ataque de pânico?

1- Mantenha a segurança
- Segurança é prioridade! Se a proteção da pessoa estiver ameaçada, encoraje-a a ir para um lugar seguro. Por exemplo, se ela tiver um ataque de pânico enquanto dirige, peça para ela parar no acostamento assim que for possível e seguro, pois talvez não consiga dirigir com segurança.
- Fique calmo e seja respeitoso.
2- Converse com tranquilidade
- Fale devagar. Use frases curtas.
- Converse de modo positivo e tranquilizador. Exemplo: “você vai ficar bem; em breve, isso vai passar”.
- Se a pessoa estiver com dificuldade para falar, faça perguntas que podem ser respondidas com SIM ou NÃO. Assim, poderá responder com os dedos ou balançando a cabeça.
- Observe a linguagem corporal e use como guia sobre o que ela quer fazer (ficar sentada, caminhar etc). Apoie a escolha dela.
- Se a pessoa não quiser conversar, respeite.
3- Ofereça apoio
- Diga para a pessoa que o que ela está experimentando é assustador e estressante.
- Reconheça que o medo que ela está sentindo é muito real para ela.
- Se a pessoa achar que está “enlouquecendo”, acalme-a que não está.
- Se expressar vergonha, diga que não há nada para se envergonhar.
- Pergunte qual o melhor jeito de ajudar. Se você sabe que ela já teve um ataque de pânico no passado, pergunte o que a ajudou. Se ela não souber a resposta, fale que está tudo bem.
- Se parecer rude ou não amigável, não leve para o lado pessoal.
- Se recusar ajuda ou desejar manejar o ataque de pânico por conta própria, respeite esse desejo.
- Pergunte se ela quer que você chame alguém para ajudá-la.
4-Deixe a pessoa confortável
- Dê espaço para que ela não sinta sufocada. Se houver outras pessoas presentes, tente criar distância em relação a elas.
- Remova qualquer coisa que a esteja afligindo.
- Se alguém estiver atrapalhando, peça para que se retire do local.
- Se a pessoa estiver usando alguma estratégia de enfrentamento que esteja funcionando, encoraje-a a continuar.
- Estimule-a respirar lentamente. Você pode demonstrar como fazer.
- Não a force a fazer algo que ela não queira.

O que NÃO fazer?
- Não negue ou ignore o ataque de pânico da pessoa.
- Não minimize o que é sentido. Não diga: “Não entre em pânico”, “Não exagere”, “Não tem nada para se preocupar”, “Acalme-se”.
- Não critique a pessoa por estar tendo um ataque de pânico ou pelo comportamento dela durante a crise.
- Evite expressões que podem fazer com que a pessoa se sinta inferior. Nada de falar: “coitado(a)!”, “bichinho(a)!”, “ai, que dó”, “que pena!”
- Não a sobrecarregue com muita conversa porque isso pode aumentar o nível de pânico. Pergunte somente aquilo que irá te guiar como melhor ajudá-la.
- Não a pressione para explicar a causa do ataque de pânico. Às vezes, nem ela sabe o que causou a crise.
- Não segure, nem toque na pessoa sem permissão.
O que fazer depois da crise?
- Quando o ataque de pânico passar, antes de ir embora, veja se a pessoa está bem.
- Pergunte se já sabe onde procurar ajuda. Se não, sugira procurar um psiquiatra ou psicólogo.
Fora da crise, incentive a pessoa a:
- Fazer atividade física, pois ajuda a reduzir a tensão.
- Aprender exercícios de respiração para o estresse, pois ajudam a aliviar os sintomas na crise.
- Reduzir comidas e bebidas ricas em açúcar e cafeína, visto que podem piorar os ataques de pânico.
- Evitar álcool e cigarro, pois também podem agravar os ataques.
Referências
[1] American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5ª ed. Arlington (VA): American Psychiatric Association; 2022.
[2] Mental Health First Aid Australia. MHFA Panic Attacks Guidelines. Available from: https://www.mhfa.com.au/wp-content/uploads/2023/12/MHFA_Panic-Attacks-Guidelines.pdf
[3] National Health Service (NHS). Panic disorder. NHS website. Available from: https://www.nhs.uk/mental-health/conditions/panic-disorder/
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